Mas comecemos pelo princípio... dia 14 de Janeiro é uma data, sem dúvida alguma, muito marcante para mim. Fez precisamente dois anos que deixei Portugal (mais concretamente a linha) e vim viver para Espanha (mais concretamente na capital hispalense). Foi o começo de uma grande aventura e de uma nova vida, quase construida do zero. Não conhecia nada nem ninguém. Um país diferente (pelo menos q.b.), com gente e costumes diferentes. Inevitavelmente, tive de acostumar-me a esta nova realidade. Foram dois anos que, no geral, merecem uma avaliação positiva, muito embora nem tudo tenham sido rosas. Aprendi muitas coisas, fui feliz, cresci, mas também passei por momentos desagradáveis, de tristeza, nostalgia e muita, muita SAUDADE... há coisas que nunca mudam e, passe o que passe, nunca vão mudar e uma dessas coisas é a SAUDADE.
Uma coisa bastante curiosa e de algum modo significativa é a evolução do repertório musical do meu leitor de mp3: ao longo de 2 anos passou de uma situação de 0% a um 60% de músicas hispânicas. Outra curiosidade é o sotaque que estou a adquirir... antes de começar esta odisseia sevilhana já falava espanhol. Dois anos depois e deixei de falar Espanhol para falar Andalú (Andaluz) com um sotaque tipicamente Sevilhano... e são várias as pessoas que o dizem, entre compatriotas lusos e espanhóis!!!
A vinda para Sevilha é apenas o reflexo da minha paixão mal mascarada pelo sul de Espanha... gosto imenso da Andaluzia, das maravilhosas paisagens (serra e praias inscríveis) e da sua gente... Apesar de tudo há coisas às quais continuo sem me habituar e entre elas o facto de aqui tudo ser dobrado, tanto séries de TV como todo e qualquer filme no cinema. Não creio que seja uma boa política e sinceramente, cá entre nós, nunca, mas nunca me acostumarei a ouvir por exemplo o Dr. House a dizer "Qué pasa tío!"...(entre outros exemplos ridículos)... Enfim, se quero ir ao cinema tenho que "gramar" a bela da dobragem mas digo-vos que com o hábito a coisa já não parece tão estranha... Uma outra coisa à qual não me habituo e que me fez imensa impressão é a forma "aloucada" com que esta gente fala, ou melhor grita!!!! Sim, eles não falam, gritam!!!!! E desta forma retomamos a frase de abertura deste post... É simplesmente desconfortável entrar num restaurante, num bar ou até mesmo no autocarro e encontrar vários grupos de amigos a conversar... é verdadeiramente um combate de clãs, onde impera a lei de "quem fala mais alto" ou "quem berra mais"!!! Não dá... às vezes é praticamente impossível de aguentar, especialmente ao almoço ou ao jantar, quando procuramos um pouco de tranquilidade enquanto se come. Sábado à noite foi também impossível de aguentar... um bar que rapidamente se transformou, enquanto se ia enchendo de gente, numa sala de tortura, com gente a berrar aos meus ouvidos. Que vontade de me transformar em Rei e de mandá-los calar a todos (POR QUÉ NO TE CALLAS?) para já não falar do desagradável cheiro a tabaco que criava uma densa cortina capaz de nos levar às lágrimas tal era o picor (picor existe em Português?) nos olhos. Para este último caso proponho a real aplicação da lei anti-tabaco que curiosamente "entrou em vigor" em Janeiro de 2007. Na verdade não conheço um único restaurante, bar ou disco onde esteja proibido fumar e é por isso que cada vez digo mais "Bravo Portugal!"
Uma coisa bastante curiosa e de algum modo significativa é a evolução do repertório musical do meu leitor de mp3: ao longo de 2 anos passou de uma situação de 0% a um 60% de músicas hispânicas. Outra curiosidade é o sotaque que estou a adquirir... antes de começar esta odisseia sevilhana já falava espanhol. Dois anos depois e deixei de falar Espanhol para falar Andalú (Andaluz) com um sotaque tipicamente Sevilhano... e são várias as pessoas que o dizem, entre compatriotas lusos e espanhóis!!!
A vinda para Sevilha é apenas o reflexo da minha paixão mal mascarada pelo sul de Espanha... gosto imenso da Andaluzia, das maravilhosas paisagens (serra e praias inscríveis) e da sua gente... Apesar de tudo há coisas às quais continuo sem me habituar e entre elas o facto de aqui tudo ser dobrado, tanto séries de TV como todo e qualquer filme no cinema. Não creio que seja uma boa política e sinceramente, cá entre nós, nunca, mas nunca me acostumarei a ouvir por exemplo o Dr. House a dizer "Qué pasa tío!"...(entre outros exemplos ridículos)... Enfim, se quero ir ao cinema tenho que "gramar" a bela da dobragem mas digo-vos que com o hábito a coisa já não parece tão estranha... Uma outra coisa à qual não me habituo e que me fez imensa impressão é a forma "aloucada" com que esta gente fala, ou melhor grita!!!! Sim, eles não falam, gritam!!!!! E desta forma retomamos a frase de abertura deste post... É simplesmente desconfortável entrar num restaurante, num bar ou até mesmo no autocarro e encontrar vários grupos de amigos a conversar... é verdadeiramente um combate de clãs, onde impera a lei de "quem fala mais alto" ou "quem berra mais"!!! Não dá... às vezes é praticamente impossível de aguentar, especialmente ao almoço ou ao jantar, quando procuramos um pouco de tranquilidade enquanto se come. Sábado à noite foi também impossível de aguentar... um bar que rapidamente se transformou, enquanto se ia enchendo de gente, numa sala de tortura, com gente a berrar aos meus ouvidos. Que vontade de me transformar em Rei e de mandá-los calar a todos (POR QUÉ NO TE CALLAS?) para já não falar do desagradável cheiro a tabaco que criava uma densa cortina capaz de nos levar às lágrimas tal era o picor (picor existe em Português?) nos olhos. Para este último caso proponho a real aplicação da lei anti-tabaco que curiosamente "entrou em vigor" em Janeiro de 2007. Na verdade não conheço um único restaurante, bar ou disco onde esteja proibido fumar e é por isso que cada vez digo mais "Bravo Portugal!"

